Entrelaçados

Entrelaçados
O PEQUENO PRÍNCIPE
versão PALHAÇOTERAPIA-UPE
Cap. XV.1
Poucos sabem que entre o sexto e o sétimo planeta o princepezinho havia descoberto um outro planeta. Este, não era tão maior que os outros, mas era decididamente o mais povoado. Intrigado pela quantidade de pessoas, resolveu aproximar-se.
- Fique parada, por favor! - Exclamou exasperada uma menina mais próxima a ele, tão branca que parecia reluzir.
- Como queres que fique parada? - Retrucou em desdém uma outra cujo rosto era acometido por um pó rosado - Sou uma deusa, não um daqueles defuntos que maqueias. Tenho coisas a fazer e tu demoras muito.
- Ei macho, não gostarias de ver minha nova invenção? - Perguntou-lhe um sujeito de voz arrastada, uma vez que o princepezinho foi se aproximando.
- De que se trata essa invenção? - Quis saber, em toda a sua curiosidade.
- Uma máquina do tempo! Vê, você a coloca na cabeça, aperta um botão e serás levado ao período que desejar
- E funciona? - A perspectiva de ver tantos milhares de pores-do-sol o deixou entusiasmado. Não precisaria afastar a cadeira para tal fato, apenas apertar um botão. Aproximou-se, para melhor ouvir o inventor de tal maravilha tecnológica.
- Claro que sim! Já visitei vários lugares em várias épocas. Timbaúba, Goiana. Carpina... - Iniciou o inventor uma lista infindável de lugares que desconhecia o príncipe.
- E onde está tal máquina? - Interpelou o jovem
- Estou esperando meu eu do futuro trazê-la neste tempo. Ouça, quando chegar, posso emprestar-lhe por alguns instantes e-
- Não coloque a cabeça nessa máquina nem a pau, tá ouvindo? Nem a pau! A minha quase que não saía mais, tive que usar um macaco para conseguir - Disse em um tom veemente uma jovem que trajava roupas brilhantes. O príncipezinho ficou a imaginar um macaco puxando a máquina de sua cabeça e riu sem contensões, era uma ideia engraçada, aquela.
- Dejale en paz, muchachos! Estás con sede, joven? Tiengo un tiquito de agua para darle, caso quieras - Era um bigodudo que falava muito rápido e em um idioma complicado, não entendeu muito bem o que lhe disse, mas aceitou a garrafa prontamente, o tanto que havia falado o deixara com a garganta seca. Antes, porém, que pudesse levar o objeto aos lábios, ouviu um "psst" que lhe chamou a atenção. Uma jovem de olhar enigmático e aparência etérea se aproximou.
- Não bebas isto! - Disse-lhe com veemencia - Além de não matares tua sede, arrotarás bolhas pelo resto do dia.
Assentindo brevemente, o principezinho largou a garrafa em um canto.
- Segura ele! - Gritou alguém à sua esquerda. Demorou um tanto para entender que não se tratava de si, mas de um cachorro louco que corria pelo lugar.
- Não há o que temer! Eu o resgatarei! - Veio uma voz confiante de uma direção desconhecida. O jovem deparou-se com um sujeito estranho de roupa azul e vermelha, que iniciou uma corrida atrás do animal. Assistiu entusiasmado à perseguição e riu largamente quando o indivíduo azulado tropeçou em sua capa e deu de cara no chão, provocando um corte em sua bochecha. Do outro lado do pátio, um sujeito em laranja derrubou os pesos que segurava e riu escandalosamente. Era melhor se afastar, aquela cena estava muito selvagem.
- Há carneiros por aqui? - Inquiriu o principe a uma moça que por ele passou.
- Não, só cachorros, pássaros e porcos - Respondeu-lhe com uma voz fina e tímida indicando o menino que gritava pelo cachorro louco e um outro de bochechas rosadas, que tentava colocar alguns porcos em uma espécie de caixa grande sobre rodas.
- OLHA O BRIGADEIRO DA JOANA!! Queres um pouco, querido? - Ofereceu-lhe uma jovem de avental com bolinhas e barriga saliente. No encalço desta, veio uma outra, que entregou-lhe um cartão. Nele, estava escrito “Dentista de banguelos e imitadora de elefantes nas horas vagas”
- As pessoas sempre me procuram após comer brigadeiros loucamente - Disse-lhe com um sorriso confiante.
- E a mim então! - Interpelou indignada uma terceira. - Jazz emagrece, minhas aulas são muito requisitadas!
- Quero ver você aguentar essa criançada toda em um shopping lotado, aí sim! - Exclamou sorridente uma menina de voz doce - Vem, vamos brincar! - Chamava por uma menina saltitante de cachinhos dourados, que prontamente a seguiu. Não parecia ter mais que seis anos de idade.
O principezinho fervilhava em perguntas, como ‘o que é um shopping?’ ou ‘por que você ensina esse Jazz?’ mas antes mesmo de verbalizá-las, foi abraçado subitamente.
- Bom dia, coleguinha! - Cumprimentou-lhe uma jovem de cabelos cacheados
- Oi lindinho! - Repetiu o gesto uma outra em uma voz bem grossa
Os encontros deixaram-no confuso. Prosseguiu caminhando por entre aqueles sujeitos estranhos a fim de encontrar alguém para responder suas perguntas, até que encontrou um rapaz solitário.
- O que fazes? - Quis saber o príncipe.
- Sou um guerrilheiro - Respondeu-lhe.
- E o que faz um guerrilheiro? - Perguntou novamente.
- Luta - Foi a resposta concisa que recebeu. Não satisfeito, o jovem de cabelos cor de trigo persistiu:
- Contra quem?
- Si mesmo
- Para que?
- Para se tornar mais de si mesmo.
Assentiu com a cabeça, compreendento o que lhe havia dito. Mais adiante, o jovem encontrou com outras pessoas. Outros encontros singulares. Aprendeu que ser Micro não significa algo ruim, mas a probabilidade de poder crescer cada vez mais, e que poucos compreendem como o tecnopagode pode ser uma melodia apreciavel.
O pequeno príncipe se enquadrou na maioria que não compreendia.
- Queria rever minha rosa - Exclamou para si, chutando um pedregulho.
- Poderia te arrumar uma passagem de avião, mas terás que esperar que eu seja promovida, pois sou apenas uma estagiária e não ganhamos descontos tão bons assim. - Disse-lhe uma jovem muito alta.
- Seria magnífico! Mas o que é um avião? - Perguntou.
- É como um pássaro de metal. As pessoas entram nele, sentam em cadeiras confortáveis e viajam pelo mundo - Retrucou pacientemente.
- Ah, então prefiro viajar de outro modo - Afastou-se rapidamente, remoendo em sua cabeça como pessoas conseguiam viajar dentro de um pássaro ou como o pássaro não os digeria de vez. Talvez não fossem pássaros carnívoros. Enquanto pensava em ir embora, encontrou com um grupo distinto. As pessoas eram, de alguma forma, diferentes das que havia encontrado até agora. À frente do grupo, estava um homem de pele escura e cabelos esvoaçantes.
- Quem são eles? - Quis saber o pequeno príncipe.
- São monitores - Respondeu-lhe o homem.
- E o que fazem? - Perguntou.
- Monitoram - Veio a resposta curta. O homem apontou para alguém do grupo e indicou o sujeito selvagem em azul branco. Prontamente essa pessoa foi em sua direção e impediu que o rapaz caísse de um barranco, já que estava de olhos fechados e não conseguiu ver o perigo.
- Quem és? - Novamente perguntou o principezinho.
- Sou o monsieur.
- O que faz um monsieur?
- Espera
- Pelo quê?
- Pelo momento deles. Ainda estão desfrutando do caminho.
- Que caminho? - Insistia nas perguntas, sentindo que compreendia cada vez menos. Estranhos, aqueles dali.
- O caminho da verdade - Respondeu monsieur.
- E quando chegarão ao fim?
Com um sorriso gentil, monsieur se retirou, chamando a atenção do grupo com palavras de ordem do tipo “Maia disse todos são monstros!” O que mais espantou o príncipe foi que todos deixaram seus afazeres e se transformaram nos monstros mais variados e esquisitos.
           ‘Conheço um rei que gostaria de ter tantos súditos assim para o obedecer’ pensou o príncipe com seus botões
- QUANDO CHEGARÃO AO FIM? - Repetiu a pergunta em um tom mais alto. Nunca desistia de uma pergunta uma vez lançada.
Monsieur tornou a sorrir e permaneceu calado. Então, o principezinho compreendeu, havia recebido sua resposta. Acenou e se retirou daquele planeta estranho.
‘Não existe fim’ concluiu em pensamentos. ‘Pessoas grantes finalmente fizeram algum sentido’.
Fim do capítulo XV.1
“Valeu a pena, pela cor do trigo”
Branquilda da Flor Primeira
"A maquiadora de defuntos."
(Thaís Nóbrega)
"Cofre de vidas
Atuações de férias, primeiro andar do PROCAPE, encontramos um homem sentado, sereno, na sala de espera:
- O que é aquilo? - perguntamos.
- Um cofre - ele disse com propriedade.
- Um cofre???
- Sim, chama-se UTI.
- E o que ela guarda? Alguns coisa preciosa? - tínhamos certeza que sim, afinal pra que um segurança e uma tranca?
- Sim, guarda as coisas mais preciosas que existem! Esse cofre guarda muitas vidas.
- Nossa! Então ele precisa muita segurança não é mesmo? Tem gente querendo roubar o tesouro desse cofre?
- Verdade, é preciso muito cuidado. Existe uma ladra muito perigosa por aí.
- E quem é ela??
- A morte...
- Morte? - interrogamos o homem que parecia ter uma grande sabedoria.
- É, ela sempre tenta roubar as vidas que estão guardadas aí.
- E o senhor tem medo dela?
- Já tive muito medo. Ela sempre tentou me pegar. Mas já enganei a morte muitas vezes, sabiam? - disse ele, com certo orgulho na voz e um sorriso no rosto.
- Não acreditamos!!
- Sim, já enganei ela varias vezes. Acredito que deve haver um forte motivo pra isso... Com certeza Deus tem uma grande missão pra mim neste mundo...
- Tem razão, moço. O senhor deve ser muito esperto para enganar a morte - dissemos por fim, maravilhados
Nos despedimos, e partimos rumo a uma aventura. Viajamos, brincamos, conhecemos novas pessoas e fomos pra casa. Mas fiquei com aquela conversa na cabeça. Vejam, uns palhaços conversando na porta da UTI com um ser mágico que tem habilidades que ninguém mais tem. Parece uma coisa absurda. Mas foi o que ocorreu. E a missão dele? E a missão de cada um?
Aquele senhor mostrou-se um expert em engabelar a danada da morte. Depois de conversar com ele pensei que enganar a safada era uma coisa simples, fácil até...
Mas a vida, do mesmo jeito que a morte, gosta de pregar cada peça...
Outro dia, outros palhaços, mesmo local. Pranto, olhares, lágrimas, telefone. "O pai dele..." A realidade parece ter ficado chateada com nossa ilusão. "Vamos dar uma lição nesses palhaços", ela deve ter pensado.
Reparamos então que nossa máscara já não estava lá, no lugar costumeiro. Estava num cantinho mais íntimo, pulsando. A vontade era ter braços do tamanho do mundo, mas os braços dos companheiros se mostraram melhores que isso.
A morte, do mesmo jeito que a vida, gosta de pregar cada peça...
E já que foi enganada em alguns momentos, era hora de nos enganar dessa vez."

Pablo Cavalcanti (Tico da Selva) em 25 de agosto de 2015
*PROCAPE: Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco


"Mini diário de Bordo Surpresa:

Hospital da Restauração
Enfermaria 4.2 - Neuro Cirurgia Pediátrica

"O que é que tem pra gente fazer aqui ?!"
-Sei não , visse!? 
"Gosto de coisa com criança não, fico com o coração apertado..."
- Nada a ver a gente aqui, não vamos poder fazer nada, nem entendemos neuro bem ainda... 

Me aproximo da porta da enfermaria com aquele receio do que ver... 
passo olhando, de longe,  cada um dos bercinhos... aquele velho nó na garganta... um sorriso que sinto meio amarelo para as mães acompanhantes... continuo olhando...

um biombo branco
uma menina maiorzinha se arrumando
Fiquei olhando pra tentar descobrir o que ela teria para estar alí
Ela levantou a cabeça
Eu virei, olhando para a outra cama
Ela olhou pra mim
Eu virei para ela de volta
A gente se viu
A gente se olhou
1s, 2s, 3s de infinito :O)
Um sorriso lindo, meigo e cheio vontade
Olhos marejados e um sorriso de todas as cores

não resisti
me aproximei sorrindo:
"como é o teu nome, flor!?
"Sabrina"
"Teu sorriso é muito lindo, visse?!"
Aquele sorriso largo e cheio de timidez e doçura...
"ahh obrigada, :) "

Um encontro tão sutil, tão inesperado e tão significativo...
Sabrina me fez ganhar o dia às 9h!!!  <3 div="">

Uma vida de pequenos encontros diárias, de pequenas surpresas e encantos... estejamos disponíveis pra ele!! <3 div="">

Mariana Bezerra (Nina Stronger)

Buquê de Palhaço!


Família: Shine Jackson, Dom Travoso, Nina Stronger, Riobaldo Caixeiro e Doralina Severina
Apresenta

Prontos pra gerar energia, estávamos nos olhando com aquelas caras de pidões e sedentos loucos com a música, ate que surgem gritos e gestos: UM < DOIS< TRES> QUATRO < CINCOO > 6<<< 7!!!! ~~~opaa errou, dá tres pulinhos.. e um dois, pulinho, 6 6, 8 pulinho, dois, dois , pulinho risada, pulinho , 1 ,dois , risada, brilha o olhar, tira onda 12345 errooou feioo pulinhooo do nada RHIÁAAAAAAA! Rhondoooom! o que faz o rhondom aqui?! manda pra frente, sei láa!! pulinhoo...Do nadaa 1!! 2!! 3!! 4!! meeeia novee :O !! 43!! oitenta e oooooooitooo!! seduz, conquista, vintee quatroo!! brilha brilhaaa! AAAAAAIII CINQUEEENTAAAAAA!! 1!! 2!! 3!! 4!! 5!! sessenta e pula "1 clown 2clown 3 clown 4 clown 5 clown !!" um clown só!! uma energia!! saímos em busca do indeterminado para tres solteiras frustradas e dois cabras eléetricos! Se avista primeiro: o que danado eh isso? aranha carangueijo?? tira isso da cabça meninaaa!!! Mas foi mainha que fez! e ta lindo de graaçaa! solteira um :ahh eu queroo, p ficar linda tbm!! solteira dois: eu quero!! solteira 3 : eu tbm querooooo!! #recalque ..
mas a atençao se volta p o cheirador de perfume frances que deixa todo mundo perfumaaado, ÔOO HOMI cheiroso meu deeeus!! Perguntamos se ele ja tem namorada, mas elee n garante mtt nao! Ate que chega um rapaz esguio com uma luva branca numa mão só.. " como a gnt consegue uma dessas??" perguntamos.. "Temm que furar uma véeia!! respondeu.."Meuuu deeeeusss!!!! VC furou uma véiaaa?! nao acredito!! a coitada pode ser nossa maaaee!! , ma eis que ele explica que se tratava de uma véia gorda, morena e carecaa!! ufaaaa foi por poucooo!! mas ele a furou na rua! Na rua?! cuidado nós estamos na rua!! NAAAAAAO VCS ESTÃO NO TITANICC !!! " ele alertouu!! ..... MARAVILHAA TITANIC NO DIA DOS NAMORADOS, Ô COISA ROMANTICA!! "NÃAAAAAO VCS ESTÃO NO TITANIC E ELES ESTAO AFUNDANDOO!!"" ai meu deeeeeeus, PANICO NO NAVIO! olhem as janelas! olhem o chaoo!! A agua esta subindoo!! Todos remam! Rema Dom, rema Shine, rema Nina, rema Dora, rema Riobaldo, rema Sr cheirador de perfume, Rema senhor da luva branca e ri menina de mainhaa...O navio afunda mais e somos avisados que existem tubaroes nos perseguindo!! é o Fim! Pulamos pra fora do barco em alto mar! 

Passado o sufoco, encontramos uma moça com o cabelo em chamas e logo em seguida uma oficial dos bombeiros perdidaaa!!! Mas ela logo acha seu chefe que apagara prontamente o fogo!! Seguimos entao para um lugar mais seguro, onde nos dariam presente de dia dos namorados, mas eram aqueles presentes liquidos , finos, e pontudos , que entram na pele e fazem gritar!! OPAAA !!! " eu n quero!!" "Nem eu , nem eu nem eu!!" .... oferecemos entao a promoçao de adesÃOo dos nossos presentes à moça que descansava sem o seu marido!! AIII !!!SEM MARIDO?! CADE ELE?!! " ta em casaa!!" " ahh a gente queria tanto um maridoo!! Empresta ?? divide??
frustração!! era só dela, só pra ela!! ;/ e ela ainda era adultera! Traía seu marido com um segundo, o Sr Médico! Que aparecia só de vez em quando!! Safadaa!

Eis que avistamos o paraíso!!! o chamado " enfermaria dezessete!!Lá, dois homens deitados chamavam nossa atençao!! "querem se casar? namorar? ficar coperem? mas vistamos nossos piores inimigoss!! DUAS MULHERES!! uma nos ofereceu aluguel do marido em minutos!! Convencemos ela de que seria muito mais justo que ela nos disponibilizasse ele num contrato INFINITY por apenas 25 centavos, pelo dia que usar! Ela ficou tentadAA :D:D!! E para nossa surpresa a outra mulher não era a esposa do outro senhor descansante!! Aceitou de prontidão casar com Dom, meu irmão e levá-lo para Garanhuns!! ele só teria que se arrumar para o casamentoo e voltar!! Negócio fechado! Um irmao a menos em casa! ;)
No caminho, encontramos outro pretendente forte que nos dera um susto e tbm nos renegou, fizemos sessão de bronzeamento artificial numa maquina que sobe e desce e que nos deixou em um lugar com uma menina que nao gostava de nada mas era apaixonada por cuscuz com feijao e arroz e um motorista de onibus risonho!! Fomos com eles de carona n onibus ate Natal onde morava Vovó Dorinha que ia fazer mais cuscuz.. Lá no Natal, estava papai noel com seu doende escudeiro segurando presentes para nós, livros, bonées, sacos e mais sacoss, muitas coisass! fizemos foto do natal e todos sairam satisfeitos!!
O que não sabíamos, é que Natal era colado com a casa do BBB! isso mesmo assistimos o pay per view dos integrantes do bigbrother 2013.2 , torcemos, vibramos, aproveitamos a festa do RaioX! Mas tivemos de ir, devido ao pé na bunda que levei em rede nacional!!
Subimos a ladeira, pegamos quem ia nos pegar, atravessamos o lugar do fogo e nos demos de cara para um cinema!! O filme porem nao era na tela! era Ali !! enquanto uma menina contava um segredo a Nina e a Shine qu cantavam e dançavam com ela loucamente..... Dora, com ajuda de Dom e Riobaldo, seduzia um menor indefeso de apenas um ano e alguns meses!! Ele, perdidamente apaixonado, lhe propôs casamento oferecendo-lhe uma CHUPETA DE NOIVADO!! Uma Padre é avistada no fim do corredor da igreja!! Se inicia o casamento logo apos de nomeados Madrinhas e MADRINHOS pela senhorita que contara o segredo! Acerimonia se realizou num altar alvo como a neve e cheio de testemunhas!! É chagada a hora de jogar o buquê!! Dom com toda sua graçaaa e leveza toma pra si o objeto mais almeijaaado por todas as encalhadas ali presentes.. Mas enfim!!!! ELE VAI CASARR!!! ELE TEM DE RETORNAR À ENFERMARIA 17, ONDE SUA NOIVA O ESPERA ANSIOSAA!! Caos na igreja : Onde fica o salão de beleza mais proximo!!? onde ?! onde?! Nos direcionam para uma porta de madeira com quadradinhos, e pra lá que nós fomos!! 
Dentro, avistamos várias prateleiras enormes, tão grandes que caberiam pessoas deitadas!!Uma moça nos dá dicas de como casar, com que roupa e cabelo e depois se vai!!! Arrumamos Dom, deixamos ele impecavel, e após todos prontos, resolvemos que seria melhor praticar 10 minutos de sono de beleza, antes do casamento! Todos se acalmam e descansam! No meu sonho, ele era feliz pra sempre, e a festa teria a exata alegria daquele dia inteiro!!!!!!

Por Shine Jackson.

O clown é um perdedor feliz


Com Chica Pantera, Shine Jackson, Tico da Selva e Veludita Linguita


 
         Apesar do evidente pleonasmo, não há outra palavra para descrever o nosso aquecimento além de quente. Uma desconhecida dorminhoca nos fez mudar de planos quanto ao lugar para nos trocarmos. Toda vez que alguém abria a porta do quartinho era quase um STOP. Sem subir o nariz somos pessoas com maquiagens estranhas vestidas ridiculamente. Com nossa máscara, continuamos ridículos, mas passamos a não nos importarmos com isso.
 
         Com feromônios à flor da pele, saímos do quartinho dos lençóis. O filho, que também era Neto, de Bezerros e Gravatá, nos recebeu com um instrumento misticamente tecnológico e pretendeu prender-nos em seu poderoso Tablet. Corremos para as colinas, como se não houvesse amanhã. Ele insistia em nos alcançar, não importava o quanto corrêssemos.
 
         Enfim livres, chegamos à enfermaria do sim e do não. A rejeição consumia Tico da Selva. Até ele ser lembrado por suas companheiras de uma lição há tempos aprendida: O clown é campeão no fracasso, é um perdedor feliz. Recordando isso, encontramos um garoto que acreditou seriamente que tinha um piercing na orelha. Ele não só comprou como vestiu o jogo. Essa enfermaria foi incrível. Incrível como aquelas crianças conseguiam tanto com tão pouco. Simples olhares e poucos movimentos nos diziam quando e se podíamos avançar ou recuar.
 
       Atravessando um imenso corredor, encontramos uma médica que referia estar “hipnotizada”. Ao exame, apresentou-se com olhar brilhante e riso frouxo, sem alterações nos demais sistemas. Uma enfermeira nos contou que possuía conhecimentos profundos em egípcio antigo, desses que nem a Biblioteca de Alexandria tinha. Ela nos fez o favor de traduzir alguns hieróglifos.
 
         Num quartinho bem escondido passamos frio, mas aquecemos um menino que estava por lá. Pelo menos tentamos. Continuando nossa caminhada, nos deparamos com uma máquina maligna que fez a pobre Chica Pantera tanto sofrer. Chica, Chica... Ficou conhecida como Chicarai a partir daí...
 
         Conhecemos uma pequena menina que participou das filmagens de Titanic, com os cabelos ao vento, com direito a trilha sonora cantada por Shine Celine-Dion Jackson. Destrocamos bebês que foram trocados pelas mães ainda no MaLu, numa confusão enorme entre berços, chupetas e enfermeiras.
 
         No nosso caminho de volta fomos atacados por um trio de crianças interessadas no caos e na bagunça. Delinquentes juvenis que roubaram a capa de Tico, o chapéu de Shine entre outras peças do vestuário. Recuperamos nossos pertences mediante pagamento do resgate e nos escondemos no escuro, onde tais ladrõezinhos não conseguiram nos encontrar.
 
         Após baixar o nariz, reencontrei o olhar do garoto do piercing. Ele abriu um largo sorriso e me deu tchau. Fui reconhecido. Ele não disse nada, mas aquele encontro fechou a noite com chave de ouro. Fui pra casa e levei um pouco daquele olhar comigo. Acredito que ele também levou um pouco do meu.
 
 
Pablo Cavalcanti

Crônicas de uma capa nada invisível.


Estrelando: dois poetas desafortunados, uma mula sem cabeça e o mestre do aviãozinho.

“Começamos com um aquecimento a nivel de um a 7. Depois numa guerra de pés bravos e sedentos por ganhar! Terminando o aquecimento com a queda de Golias e a decisão da vitoria pela moça nada indefesa.
Então, partimos pelos corredores gelados onde patinamos ate encontrar o grande olho do Bigbrother!!! Dessa forma, tivemos que usar de nossa capa invisível advinda de Waka Waka e pudemos nos esconder dele...percorrendo um perigoso corredor...Logo, nos deparamos com um grupo estranho que escutava nossas vozes, porém não conseguiam nos enxergar e tivemos o prazer de compartilhar da invisibilidade com um deles,subindo pelos portões celestes até onde o Grande Olho não nos pudesse ver...
Guardamos nossos tesouros no baú da Montanha e fomos nos aventurar com nosso guia visível, o famoso Mendirrilha. Mas, logo a Montanha o expulsou de seu cargo por ser muito desestruturado... E logo o Senhor Bob Bolha tomou seu lugar de guia.
Partimos imediatamente para próximo de um grupo que para testar nosso poder de invisibilidade, mas esse grupo mostrou que nosso poder é nada perto deles, pois eles conseguiram sumir mais incrivelmente que nós! E nos pegamos conversando com o vento, partilhando de nosso poder em comum. Então, achamos melhor nos usarmos de nossa esperteza e seguir a senhora das luzes nos olhos... Nossa companheira logo sentiu a curiosidade incontrolável do principezinho que um dia havia conhecido e quis aquela habilidade...e então, iniciou-se seu aprendizado!

Entramos num reino governado pela Madame Piripiri...e aprendemos nossas novas denominações...e fizemos a homenagem Piripiri devido a seus ensinamentos sagrados com nossa dança da chuva Piripiri!
Mas uma vez iniciado os ensinamentos, vimos que a fome tbm nos atingia, tentamos fazer uma divisão justa com Madame Piripiri, mas seu poder de argumentação era mais veloz, e a lebre Mendirrilha mostrou pra quê veio...
E ao tentar conseguir mais dessas sementes dos deuses, encontramos o mestre dos magos e do amor, Amarante, o Almirante. Aprendemos sobre a poesia e seu poder de cantar como os sabiás! Sem deixar de mostrar nossos dotes sobre andar pra frente pra trás no corredor branco com luzes, claro!
Foi aí que veio o torturado do iceberg! A tortura feita pelos doutores sem piedade o deixou com marcas que somente um de nós conseguiria sobreviver (devido a nossa capacidade de detectar o perigo)... mas então aprendemos qual o maior de todos os segredos: o Singer!! Um dos ingredientes mais importantes na salvação de qualquer problema!!!
Então, pq parar?¿! Singer, aí vamos nós!!
Com nossa habilidade incomensurável de localizar ingredientes incríveis, achamos a senhora de Jurubeba, dessa vez sem sua água ácida (que alívio), e o papagaio dos pelos dourados! E assim pudemos ter uma ideia de onde conseguir o Singer!! Maaas, logo Talusina perdeu a cabeça e se tornou a mula sem cabeça!! Sem poder enxergar, porém sem perder sua voz gasguita infindável, começamos a guiá-la para colar sua cabeça com o singer...
Detivemos a varinha das varinhas das imagens, mas logo fomos expulsos desse reino, pois la o singer não era encontrado...descobrimos junto com nossa mula o poder do superbond... E juntos fizemos a operação cola-cabeça! Porém, o resultado não foi o desejado...os abaulamentos em Talusina pareciam ser irrecuperáveis...
Então, tentamos uma ultima vez conseguir o material do conserto, mas uma vez dentro da passagem secreta, não poderíamos mais nos libertar a menos que perdêssemos a cabeça ou o nariz!
Decidindo pelo nariz, perdemos nossa fonte inesgotável de poder e, claro, de nosso radar para materiais, cessamos nossas buscas num descanso temporário! Afinal, semana que vem temos um show marcado de Amarante, O almirante! E esse, nosso radariz não nos deixará perder!
                 Mas antes que eu me despeça, algo continuou a ribombar...a capa realmente nos escondeu ou nos revelou?”.


                                                                                                                                              (Zé do Baile)
                                                   Será que o sonho virá?

Vou começar pelo fim: a emoção calou-nos. Sabíamos que era a hora de parar, até porque seria difícil superar a emoção daquele momento puro e simples, tanto que não precisou de  nenhuma palavra para explicar que tínhamos que nos recolher. Em sintonia e em silêncio, tiramos o nariz, mas a sensação de ter vivido um dos momentos mais intensos do palhaço fazia com que a gente continuasse se olhando pra acreditar na beleza do momento que tínhamos acabado de presenciar. Foi do inesperado que nasceu uma flor de vontade de viver. E quem ia acreditar que daquele corpo sofrido e com aspecto de dor terminal sairia uma força de vida tão intensa? É, porque pra mim os explosivos berros que tentavam acompanhar nossa canção eram muito mais do que gritos sem ritmo ou afinação, eram um desabafo de quem gosta de viver e de quem, talvez, sente saudade de sentir o prazer da vida sem agonia. Ela era jovem, mas parecia uma criança... Criança daquelas que não cansa. E era como se no intervalo da dor nós fôssemos o ópio que a aliviava – uma verdadeira insustentável leveza do ser. No início e no fim ela apertou nossas mãos, as mãos dela estavam quentes e ela apertava sem soltar e nos olhava bem no olho como quem diz: “eu to gostando, chega mais perto, me tira daqui por um minuto e me leva pra um sorriso.” No meio da atuação, a fã do Calipso, a mesma que se contorcia de dor, fazia uma força imensa para acompanhar a letra e quando parávamos ela continuava “do Belém do Paráááá”. E a gente se assustava com a surpresa de vê-la tentando cantar. As vezes parecia que ela fraquejava mas era nesse momento que chagava o impulso de energia mais forte.
Enfim, o que eu senti hoje foi incrível, surreal e difícil de explicar com palavras. Quis compartilhar com vocês por vários motivos, um deles é pra mostrar que as melhores coisas da vida são as mais simples e inusitadas. O nosso projeto é lindo, aproveitemos!
Beijos e abraços.
LUISA DE CASTRO

Festa de gala

     Hoje tivemos um evento palhaciano diferente. Clima de festa, convidados chiques, banda, comida, bebida, paparazzis... Uma noite de gala.
     Estávamos animados. Nos trocamos, maquiamos, aquecemos. Impossível não ficar feliz ao ver a maioria dos meus companheiros juntos, transbordando energia. E aí, dança pessoal. Todos juntos. Lindos. E a missão: falar feito poeta. Ah, Zé do Cabide vai se dar bem nessa!

     De repente, nos chamam. Vão para a festa! Direita, esquerda e depois direita. Tem uma banda. Já anunciaram vocês.
     Oi?
     A tensão tomou conta da maioria. Expectativa, apreensão, mais expectativa. Todos estavam esperando, e agora? Um momento de confusão. Zé do Cabide toma a iniciativa e com uma corda mágica sai puxando alguns. Agarrei a mão de Chechas. Vamos junto!
     Mas aí, como numa mágica, toda tensão evapora. Estamos no nosso mundo onde tudo é possível. O prato principal da noite podia ser folhas com rabo de camarão? As pessoas podiam brindar com garfos? Podíamos comer canapes (inclusive os do chão) e beber espumante? E o bacalhau e os docinhos? Claro. Tudo era possível.
     E naquela festa de gala, se viam desfiles de moda, trens que iam para não sei onde, palhaços correndo de um lado para o outro... Nem o reitor escapou. Billy Wood tratou logo de deixar ele à caráter com um colete fashion e um chapéu (sem esquecer da ecobag, claro).
     Dançamos, comemos, bebemos. De dança na boquinha da taça até ciranda. A ciranda foi linda. Uma grande roda com palhaços, garçons, convidados. Todos juntos, cantando, dançando, sorrindo.
     No fim, o que era tensão tinha se transformado em vontade. Vontade de ficar alí, de não dormir de novo. De continuar no jogo com aqueles companheiros maravilhosos. Tá certo que ninguém se lembrou de rimar, mas valeu a pena. Todos estavam conosco. E ficarão sempre.
     Muito obrigada!


Maria Olívia  :o)






Um sonho imPOSSÍVEL?


Era uma noite animadora e cheia de promessas de diversão. Pessoas estranhas circulavam e dançavam ao som de músicas. Todas felizes e contentes com seus novos amigos. Minha família estava comigo se divertindo e aproveitando as festividades. De repente, meus amigos, melhor meus “companheiros” surgiram no meio de todas aquelas faces estranhas, trazendo alegria e olhares mágicos que me atingiam e me impeliam a segui-los. Logo, um deles me veio com uma poção que gerava “AQUELA” energia...exatamente, aquela que fazia até mesmo o último dedão do pé mexer-se freneticamente. Enquanto eu hesitava quais as conseqüências de adentrar naquela porta mágica ao mundo das imaginações sem fim, meus companheiros tomavam e eu sentia por eles o seu corpo balançar e movê-los pela jornada do olhar. Logo, eles estavam com suas armaduras de guerra e As máscaras, que não eram feitas pra proteger seus rostos, mas para que eles não mais sentissem que havia um mundo além daquele mágico, em suas mãos prontas para usá-las. Foi aí que não hesitei mais e tomei aquela poção e me energizei! A energia me fazia tremer e dançar sem nem ao menos nenhum outro perceber..ela estava dentro de mim e mais ninguém via seus efeitos em mim.

Então, segui minha viagem para pegar minha vestimenta e minha máscara, as quais se encontravam do outro lado de onde me encontrava..para chegar lá, teria que percorrer um caminho extenso, mas tranqüilo..Ou assim eu pensava. Segui para lá acompanhado de uma companheira. Ela percebia que eu estava eufórico e sabia que para onde eu estava indo, não existiria mais o Rafael, mas sim Zé do Baile. Enquanto eu caminhava e passava por entre mais pessoas estranhas, eu começava a agir como o palhaço dentro de mim sem conseguir me controlar, uma vez que não estava com a máscara que me permitia adentrar nesse mundo mágico. Simplesmente agia com metade de minha força, pois a que me faltava estava naquela máscara. Cheguei!! Consegui alcançá-las..elas se encontravam junto de minha avó. Peguei-as e segui meu caminho de volta a meus companheiros para viajar junto deles. Enquanto isso a festa ia passando e a noite se esvaía aos poucos.

Comecei minha viagem de volta ao centro da festa..logo, encontrei com um menino que parecia querer seguir junto comigo na viagem. Nesse momento, meu corpo já não se controlava e eu já começava a me movimentar e pensar somente pelos instintos, somente com os sinais, mesmo sem estar caracterizado para tal. O menino parecia perceber isso e achava engraçado tudo isso..ele me seguia e me ajudava no caminho. Logo, comecei a encontrar obstáculos...meus acessórios simplesmente sumiam de minhas mãos e apareciam em lugares que me pareciam intransponíveis..com a ajuda de ajudantes surpresas (que iam de pessoas estranhas a até meu próprio pai) eu podia realizar resgatar meus adereços que compunham meu palhaço. E a cada objeto reconquistado, mais um sumia para que eu novamente tentasse recuperá-lo. Meu corpo estava ainda mais descontrolado..minha mente já era Zé do Baile! Resquícios apareciam para me dizer quem eram aqueles familiares que me ajudavam e me guiavam.

Quando eu finalmente havia chegado ao centro da festa..segui para um banheiro para lá encontrar a passagem secreta para minha viagem. Pus minha roupa mágica e coloquei aquela luz vermelha, viva e energizante em meu nariz. Agora nada mais me desprendia de Zé, porém eu não mais estava no centro daquela festa... eu estava dentro daquele quarto inicial onde minha avó estava com minha roupa e o nariz! No começo eu não entendi...mas logo que vi o sorriso de minha avó, eu percebi que era ali onde mais eu deveria estar.

Meu sonho se completou e eu acordei assustado. Meu susto era porque foi tão real tudo aquilo..todos aqueles obstáculos, aqueles sorrisos, aqueles olhares, aquela energia, que eu não conseguia acreditar que em uma hora tudo isso tinha acontecido e eu estava simplesmente dormindo. Porém, algumas coisas foram claras para mim. A energia quando eu acordei ainda estava em meu corpo. Levantei da cama ainda com Zé querendo acordar também..e nada tirava de minha mente que esse sonho foi mais real do que eu podia querer. Principalmente porque a minha avó não gosta de médico e ela sempre me diz desde que eu entrei para o projeto, que só iria ser atendida por um médico quando fosse Zé do Baile a atendê-la..e aquele sorriso dado por ela foi tudo que eu poderia querer ver na realidade.

Não pude deixar de escrever sobre esse sonho real em minhas anotações. Talvez porque ele fosse tão mágico quanto as atuações com todos os encontros seguidos de olhares atraentes e vivos são para mim. Também foi engraçado perceber que os obstáculos me lembravam tanto os desafios que vivíamos dentro das atuações...e como sempre tinhamos um de nossos companheiros para nos ajudar a sair deles ou a vivê-los!

Rafael Kim.

Não tenho o lirismo do nosso amigo Zé, nem o dom das crônicas de Olívia. O que vou escrever aqui são apenas minhas impressões da última atuação.

Era uma quinta, iríamos filmar a atuação para o documentário. Cheguei no Maria Lucinda nervoso com a responsabilidade de ‘representar’ vocês e todos os outros que já passaram por esse Projeto em frente às lentes. E estava cansado; aquela tinha sido a semana mais cansativa desde que eu entrei na Universidade.

Acertamos alguns detalhes, filmamos algumas cenas e aí dou lugar a Dracolino, exibido e pronto pra viver aquelas experiências só possíveis de existirem ali. Boa atuação. Fora o prazer de atuar com minha irmã e nossa matriarca pela primeira vez.

Ao fim da atuação, desço o nariz. Que diferença! A primeira coisa que lembrei foi o título do nosso resumo do Cobem: O universo do palhaço e a sua capacidade transformadora. Não acho que a gente poderia ter encontrado algo mais apropriado.
Bruno
"Maria Lucinda, 12/07/2011

Hoje, amanheceu um dia chuvoso e frio. Não era meu dia de atuação oficial, mas queria muito atuar, então fui junto. Acordei às 7h. Se fosse para ir pra aula, não levantava. Tava cansada da viagem de ontem. Mas, recentemente, descobri uma coisa que me faz levantar da cama a qualquer hora: atuar.
Cheguei ao Maria Lucinda às 8h. Os meninos se atrasaram um pouco por causa da chuva. Chegaram perto das 9. Trocamos de roupa, nos maquiamos e começamos a aquecer. Na nossa dinâmica do dia, só podia falar que tivesse com a bata. Começamos a aquecer todos em silêncio. Não precisei de música pra subir a energia. Quando a música começou, só faltava colocar o nariz para ser Chiquita completamente.
Saímos pela enfermaria que não tinha ninguém. Quando chegamos ao hall, muitas pessoas estavam esperando. Jogamos com algumas delas, um menino que tava com o braço quebrado, um senhor que foi chamado para pegar exames, outro que chegou pra jogar pra gente. Esse último disse as palavras mágicas para passarmos pelo portal. “Não sei”.
Quando estávamos pelo corredor, passamos pela brinquedoteca. A porta estava aberta. Quando olhamos para dentro, encontramos uma menina. Nos olhamos na mesma hora. Foi muito bonito. O rosto dela e iluminou e ela abriu um sorriso. Entramos e começamos a jogar com ela. Seu nome era Gabriela. De repente, ela estava em frente a um espelho com o colar de Chiquita, o chapéu de Zé do Cabide o os óculos de Zé da Palhoça. Ela ficou um bom tempo se olhando no espelho, sorrindo. E aí, ela foi procurar uma coisa que faltava. De dentro de uma caixa, pegou um nariz vermelho. Agora, ela estava igual a nós.
Fomos depois para o corredor da enfermaria cirúrgica. Entramos em um quarto que tinha uma menina, já adolescente e os pais dela. Na mesma hora, Gabriela chegou. Ela estava naquele quarto também. Ela se juntou a nós. Começamos a fazer jogos com a menina que estava na cama. Ela estava escutando música no celular. Peguei o celular e botei no ouvido. Começamos todos a dançar. Gabriela também. E aí, a dança se transformou em um jogo de tocar um no outro e ir trocando. Foi muito emocionante quando Gabriela entendeu o jogo. Ela era apenas uma menina, devia ter uns 5 anos, mas comprava todos os nossos jogos. Foi um dos melhores encontros que já tive.
E aí, vimos pela grade Assunção e Daniel sentados tomando sol. Começamos a jogar com eles. Fizemos várias dinâmicas. De cochichar segredos um no ouvido do outro, de colocar música para dançar. Os dois se divertiram muito.
Depois, chegamos até outra ala que nunca tinha ido. Era uma enfermaria neo-natal. Quando entramos, tinha três mães com três meninas. As meninas estavam dormindo e ficamos jogando com as mães. Cantando músicas, dançando. E uma das mães falou: “só eles mesmo para nos fazer sorrir, não é?”. Foi muito gratificante ouvir isso. Não pelo fato do fazer sorrir. Mas sim por termos conseguido conquistá-las e sentir que elas estavam no jogo, estavam conosco e ficariam conosco sempre, da mesma forma que ficaremos com elas.
E aí, apareceu um menino que estava com um curativo na cabeça. E começamos a marchar atrás dele. Mostrei o curativo dele e o chapéu dos meninos. Ele também tinha um chapéu. Ele nos guiou para outra enfermaria, onde encontramos um menino que estava com um livro de historia e começamos a criar uma história. Tinha um menino que só falava “não sei” e ele tinha um cachorro que fazia “au-au”.
Depois, encontramos Dara. Ela devia ter uns 15 anos. Zé do Cabide disse que ela era muito bonita e achou uma foto dela cantando. Pedi para ela cantar uma música. Ela disse que não. Eu insisti e ela fez: “tá, só uma”. Sua canção falava sobre superação. Não me lembro da letra. Mas falava sobre alguém que tinha enfrentado muitos obstáculos, atravessado desertos e quem a via sorrir não imaginava isso. E ela tinha conseguido tudo isso por que Deus estava com ela, abençoando, abrindo as portas, ajudando. Fiquei arrepiada na hora. Uma emoção muito forte. Todos nós nos entreolhamos compartilhando esse sentimento. Achei que a música tinha tudo a ver com o que Dara estava vivendo. E que ela encontrava forças em Deus. Não sou religiosa, mas tenho fé e penso que quando acreditamos em alguma coisa, realmente adquirimos forças para superar as adversidades. Foi muito bonito esse momento e também me marcou bastante. Ainda passamos bastante tempo jogando com Dara e todos dissemos o núcleo do dia: “lindo”, “maravilhoso”, “fantástico”, e Dara disse: estou muito feliz de ter conhecido vocês. O sentimento foi inexplicável.
Na última enfermaria, chegamos na hora da medicação. Jogamos com uma menina, ela tinha, no máximo, um ano. Quando ela encontrou Zé do Cabide, ela começou a sorrir. Todos nós conseguimos conquistá-la. Incrível esse momento. Como conseguimos conquistar até uma criança de 1 ano de idade.
Achei essa atuação mágica. Foram momentos que vão ficar na minha memória sempre. Tocaram-me imensamente. Talvez tenha sido hoje a primeira vez que eu senti a grandeza do que fazemos. Que eu me reconheci da forma mais intensa como Chiquita Palito.
Fico por aqui, com uma alegria e uma satisfação enorme no coração."


Maria Olívia

A poesia que se faz do jogo...


Em uma das minhas atuações no Hospital Maria Lucinda,muito me emocionou,a mim e meus companheiros,um olhar de um garoto que nos presenteou com instantes mágicos de felicidade e cumplicidade,transformando um corredor branco e sem muita vida daquele hospital em um verdadeiro...
vocês entenderão no texto abaixo:

Amarelo

Como obra estrategicamente pensada,num corredor silencioso e calmo,uma linha amarela surgia e um garoto curioso sobre rodas andava...

_ Um passo a frente! Um senhor de nariz vermelho ordenava...
como se fora uma seleção,apenas o de amarelo seguiria,o que para o garoto não era impedimento pois amarelo ele vestia

O jogo era construído ao passo do nariz vermelho,essa máscara que desperta aquela tal nudez desavergonhada e a deliciosa arte da inocência compartilhada...

Era chegada a hora!

Danças,canções,palavras,cenários,saltos,bichos imaginários... Olhares!
Ah... os olhares!
Aqueles faróis que iluminavam nossos passos e que suficientemente abastecidos guiavam os passos daquele reino imaginário...

Um sorriso anunciava seu governo... astuto declarava:
_De mim parte a lei!
Só a ele caberia a face... uma face que do amarelo seguiu a ordem e que em multicores respondeu seu nome:
_Chamo-me Júnior meu senhor! Posso saber a sua graça?

O senhor concentrou-se naquela criança maravilhada e abaixando-se ao nível do encontro dos olhos serenamente respondeu:
_ Júnior! Essa é a minha graça...

O garoto um tanto confuso acenava enquanto o senhor engraçado se afastava e mal sabia ele que naquele instante infinitos corpos de amarelo foram pintados.


Wellington Filho


Payaso Sagrado

O trabalho de clown exige dedicação e pesquisa permanente.
Na busca pela profundidade e essência do trabalho,
uma leitura é fundamental. Esta aí, ó:

O texto El Camino del Payaso Sagrado
de Peggy Andrea, disponível no link
traz informações belíssimas sobre o papel do palhaço nas sociedades americanas nativas.

'Con la llegada de los "invasores", este ente sagrado llegó a ser uno de los más peligrosos — tal vez más peligroso que el del Guerrero.'



Triste était le clown d’être fou, fou était le clown d’être triste


Olá, olá!
Navegando no ócio internetístico,eis que descobri uma
música lindíssima de Mademoiselle Piaf,uma singela homenagem a nós, les clowns!

Quem quiser treinar o biquinho,segue aqui o link da letra.

Aproveitando a temática francesa, achei um site do STUDIO MULLER de formação de atores (em Paris, chorem!),que tem um breve script da oficina de formação em palhaço que eles fazem.
O texto é pequenininho, mas serve como boa lembrança dos passos iniciais de nosso trabalho! Mais informações em http://www.studio-muller.com

O trabalho físico
Desenvolvimento da consciência corporal e do espaço
O que é o movimento? Como encontrar um corpo expressivo e legível? E sobre o ritmo interno ou externo? Como vamos nos comunicar através do movimento?

Tirando o corpo do chão e através de restrições precisas,o 'estagiário' irá integrar a necessidade de agir ou reagir de acordo com o tempo e situação. As ferramentas apresentadas neste trabalho nos levarão ao clown.

Quem é é o palhaço?
O palhaço tem sua origem em nós mesmos, refletindo nossas raízes, nossa experiência, nossos caprichos e comportamentos.
Sua existência em cena depende de sua capacidade de receber e aceitar as reações do público, brincando com isso.Através de jogos e exercícios direcionados, nós desenvolveremos pouco a pouco as chaves que permitirão ao aluno entrar na improvisação clownesca.

Post chic, a gente vê por aqui.
Bisous!


Medicina, Cultura e Arte

Mesmo atrasado, não podíamos passar sem esse registro!

No último feriado de 12 de Outubro, o Palhaçoterapia embarcou para as gélidas terras de São Paulo
para o queridíssimo 'Encontrão' promovido pelos estudantes de Medicina da Faculdade do ABC - voluntários do Projeto Sorrir é Viver.

Foram três dias de discussão sobre o Resgate da Humanização da Saúde, com direito a participações de representantes do Instituto Gesunheidt! do Dr. Patch Adams, palestra com Wellington Nogueira
(Doutores da Alegria), Dr. Fábio Tozzi (Projeto PSA), Médicos sem Fronteiras e o nosso querido Marcelo de Faria - fundador do Palhaçoterapia entre os estudantes de Medicina do Brasil (e agora já médico pediatra em Curitiba!).




Fizemos novos amigos, participamos de oficinas e voltamos renovados
para aquecer as turbinas do nosso Projeto.



E o próximo? Onde vai ser?





(Mari, Marcelo e André)