Entrelaçados

Entrelaçados

A poesia que se faz do jogo...


Em uma das minhas atuações no Hospital Maria Lucinda,muito me emocionou,a mim e meus companheiros,um olhar de um garoto que nos presenteou com instantes mágicos de felicidade e cumplicidade,transformando um corredor branco e sem muita vida daquele hospital em um verdadeiro...
vocês entenderão no texto abaixo:

Amarelo

Como obra estrategicamente pensada,num corredor silencioso e calmo,uma linha amarela surgia e um garoto curioso sobre rodas andava...

_ Um passo a frente! Um senhor de nariz vermelho ordenava...
como se fora uma seleção,apenas o de amarelo seguiria,o que para o garoto não era impedimento pois amarelo ele vestia

O jogo era construído ao passo do nariz vermelho,essa máscara que desperta aquela tal nudez desavergonhada e a deliciosa arte da inocência compartilhada...

Era chegada a hora!

Danças,canções,palavras,cenários,saltos,bichos imaginários... Olhares!
Ah... os olhares!
Aqueles faróis que iluminavam nossos passos e que suficientemente abastecidos guiavam os passos daquele reino imaginário...

Um sorriso anunciava seu governo... astuto declarava:
_De mim parte a lei!
Só a ele caberia a face... uma face que do amarelo seguiu a ordem e que em multicores respondeu seu nome:
_Chamo-me Júnior meu senhor! Posso saber a sua graça?

O senhor concentrou-se naquela criança maravilhada e abaixando-se ao nível do encontro dos olhos serenamente respondeu:
_ Júnior! Essa é a minha graça...

O garoto um tanto confuso acenava enquanto o senhor engraçado se afastava e mal sabia ele que naquele instante infinitos corpos de amarelo foram pintados.


Wellington Filho


Payaso Sagrado

O trabalho de clown exige dedicação e pesquisa permanente.
Na busca pela profundidade e essência do trabalho,
uma leitura é fundamental. Esta aí, ó:

O texto El Camino del Payaso Sagrado
de Peggy Andrea, disponível no link
traz informações belíssimas sobre o papel do palhaço nas sociedades americanas nativas.

'Con la llegada de los "invasores", este ente sagrado llegó a ser uno de los más peligrosos — tal vez más peligroso que el del Guerrero.'



Triste était le clown d’être fou, fou était le clown d’être triste


Olá, olá!
Navegando no ócio internetístico,eis que descobri uma
música lindíssima de Mademoiselle Piaf,uma singela homenagem a nós, les clowns!

Quem quiser treinar o biquinho,segue aqui o link da letra.

Aproveitando a temática francesa, achei um site do STUDIO MULLER de formação de atores (em Paris, chorem!),que tem um breve script da oficina de formação em palhaço que eles fazem.
O texto é pequenininho, mas serve como boa lembrança dos passos iniciais de nosso trabalho! Mais informações em http://www.studio-muller.com

O trabalho físico
Desenvolvimento da consciência corporal e do espaço
O que é o movimento? Como encontrar um corpo expressivo e legível? E sobre o ritmo interno ou externo? Como vamos nos comunicar através do movimento?

Tirando o corpo do chão e através de restrições precisas,o 'estagiário' irá integrar a necessidade de agir ou reagir de acordo com o tempo e situação. As ferramentas apresentadas neste trabalho nos levarão ao clown.

Quem é é o palhaço?
O palhaço tem sua origem em nós mesmos, refletindo nossas raízes, nossa experiência, nossos caprichos e comportamentos.
Sua existência em cena depende de sua capacidade de receber e aceitar as reações do público, brincando com isso.Através de jogos e exercícios direcionados, nós desenvolveremos pouco a pouco as chaves que permitirão ao aluno entrar na improvisação clownesca.

Post chic, a gente vê por aqui.
Bisous!


Medicina, Cultura e Arte

Mesmo atrasado, não podíamos passar sem esse registro!

No último feriado de 12 de Outubro, o Palhaçoterapia embarcou para as gélidas terras de São Paulo
para o queridíssimo 'Encontrão' promovido pelos estudantes de Medicina da Faculdade do ABC - voluntários do Projeto Sorrir é Viver.

Foram três dias de discussão sobre o Resgate da Humanização da Saúde, com direito a participações de representantes do Instituto Gesunheidt! do Dr. Patch Adams, palestra com Wellington Nogueira
(Doutores da Alegria), Dr. Fábio Tozzi (Projeto PSA), Médicos sem Fronteiras e o nosso querido Marcelo de Faria - fundador do Palhaçoterapia entre os estudantes de Medicina do Brasil (e agora já médico pediatra em Curitiba!).




Fizemos novos amigos, participamos de oficinas e voltamos renovados
para aquecer as turbinas do nosso Projeto.



E o próximo? Onde vai ser?





(Mari, Marcelo e André)

Rede transnacional Smile-X


Pessoal, esse vídeo foi apresentado na 58ª General Assembly da IFMSA
(mais informações em www.ifmsabrazil.org) em Agosto de 2009, num fim de Mundo
chamado Ohrid - Macedônia!

É claaaaro que ele deveria estar aqui.

Grande concurso do Triênio PalhaçoTerapia


Mari diz:
manow
ei
bora fazer um concurso no blog
que envolva todos que já passaram
dá uma idéia aí
Camila diz:
concurso?
txipo como?
concurso, concurso?
Mari diz:
tipo
o palhaço mais num sei quê lá de todos os tempos no projeto!
Camila diz:
entao seria uma votação?
Mari diz:
e porque não dizer: seria uma votação!
Camila diz:
concurso pra mim é: quem disser a frase mais criativa ganha um nariz!
essas coisas...
envie codigos de barra para o endereço. @clown e concorra a:
1 palestra de rafael!
mas ai ne
ng ia querer
Mari diz:
hauhauahua
Camila diz:
entao
vamos votar realmente
vai la
bem te apoio
mas acho q vai fazer: cri, cri, cri
Mari diz:
vamos só ver

É isso aí, pessoal!
Para provar que Camilão está errada... vamos fazer essa votação bombar em comentários!
QUEM FOI O PALHAÇO MAIS NUM SEI QUÊ LÁ DESSES TRÊS ANOS DE PROJETO?

I Encontro Estudantil de Palhaçoterapia

Coisa boa, tem que ser falada 1oooooo vezes!

Entããão...

Vamos colocar aqui também umas fotos do badaladíssimo
I Encontro Estudantil de Palhaçoterapia,
que aconteceu junto com o I Congresso Norte-Nordeste de Humanização em Saúde e
o II Congresso Pernambucano de Humanização em Saúde, de 18 a 21 de julho no Centro de Convenções de Pernambuco.

Destaque para André, na mesa de convidados - cerimônia de abertura!


A programação das nossas sessões foi um SUCESSO (rá rá, modéstia, essa galera)! Contamos com convidados mais que ilustres - o já consagrado Rafael Barreiros, a mestra das mestras Joice Aglae, o amigão Gilberto Trindade e o querido Allan Denizard (A-llâân e não Á-llan), além de representantes de projetos de Humanização/ Doutores-palhaços de todo o Nordeste (e até um de Minas Gerais, uai!).

E que coisa boa foi ver o representante do Programa de Humanização do Ministério da Saúde, Dr. Dário, descendo até o chão na consagrada 'oração' da TRIBO HAKAS! [Um salve 'pros pessoal' da Austrália!]

O saldo foi mais que positivo!

Para os Palhaçoterapeutas de 2010, o semestre já começou cheio de aprendizado...
Para os 'mais velhos', esse Encontro foi a realização de um grande sonho.

E que tenha sido uma sementinha vermelha no coração de todos que participaram... Que surjam novos projetos! Novos palhaços! Novos Encontros!

E um muito obrigada à professora Tânia!

Contra-atacar!

Nada como organizar a bagunça...
Nosso querido bloguinho estava aqui escondido e inutilizado.
Logo agora, nos tempos de orkut-twitter-facebook-peixeurbano!
#comopode

Após a reunião de hoje, num momento de extrema hipoglicemia e inanição...
Resolvemos tirar a poeira desse instrumento tão precioso (palavras de Rafa, claro)!

E sobrou pra quem?
Para a velha aposentada Dona Catraca - que manda avisar que aqui é casa de vó
(desculpa o trocadilho Filomena)
Ou seja, lugar para 'corações abertos', depoimentos piegas, fotos comprometedoras, receitas de bolo
"Ô, coisinha linda da vovó!"

É espaço também para as visitas, sempre BEM-VINDAS!
Podem olhar, chorar, opinar, compartilhar.

E vamos em frente, nessa corrente do bem.
Trabalhosa, pesada, infinita.

Inquebrável!


O que todo mundo ja sentiu ...

Só um sentimento de felicidade lá no Hemope, na quinta-feira...
________________________

Olha-me rindo uma criança
E na minha alma madruga.
Tenho razão, tenho esperança
Tenho o que nunca me basta.

Bem sei. Tudo isto é um sorriso
Que é nem sequer sorriso meu.
Mas para meu não o preciso
Basta ser de quem mo deu.

Breve momento em que um olhar
Sorriu ao certo para mim…
És a memória de um lugar,
Onde já fui feliz assim.

Fernando Pessoa
______________________________

Magno Camelo =]

Palhaçada científica.


Congresso Brasileiro de Educação Médica
2008Salvador - Bahia

Ai, que saudade da falta de pressa!


Mari

a saúde e o sorriso

SORRIR:

do Lat. subriderev.

v int.,
rir sem fazer ruído;
rir de leve, apenas fazendo uma pequena contracção dos músculos faciais;
apresentar aspecto agradável;
dar esperanças;
ser favorável, favorecer;
mostrar-se prometedor;

v. tr.,
significar de um modo risonho;
exprimir com agrado;

s. m.,
sorriso.










[Sílvio Cajueiro]

Êta vida boa desaperriada!



A turma 2, nos tempos da oficina...
[e de lá pra cá, fomos melhorando com a idade]
Sílvio Cajueiro




Nossa história..

Era uma vez um montããoo de gente ( que depois virou um montinho!) que queria ser dotô! Mas dotô somente? Era tãão poquinho.. Eles queriam ser dotô de nariz vermelhooo! Foi aiii q alguém disse que pra conseguir esse nariz tinham que procurar um tal de um pato. Maaaas, cadê o pato? Procuraram, procuraram e nada! Foi aiiii que surgiu um cara que dos loucos parecia o pior, mas pelo menos uma coisa era certa, ninguém podia dizer q ele não tinha nada na cabeça (um cabelo como há muito não se via..)! Esse tal veio com uma viagem que pra achar esse nariz eles tinham que gerar energia, brilhar o olho e não mentir pra eles mesmos..! Como eeeeeeeeeeh? "Pra mim agora eu sou uma hidrelétrica, um colírio e, além do mais, eu minto e sou enganado (ao mesmo tempo!!)!!", pensaram eles. Mas então , já que já estavam por lá mesmo ( cansados e suados!), resolveram comprar a idéia.. Cocoricó pra lá, ragatanga pra cá e eles começaram a entender... E aí o que ainda agora não era, já tinha sido! Quem conseguiu mesmo embarcar já não voltava mais.. os narizes vermelhos já estavam neles e eles nem tinham notado! Pronto.. eles agora eram mais.. dotô-palhaço ou palhaço-dotô? Já nem importava mais.. era tudo uma coisa só!

[Kika]